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Planilha ou sistema financeiro: quando vale trocar

Planilha resolve no começo, mas tem limite. Veja 8 sinais de que chegou a hora de trocar por um sistema financeiro e como fazer a mudança sem perder dados.

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Tela de importação com a ordem recomendada, o tipo de cadastro e a área para enviar a planilha

Vale trocar a planilha por um sistema financeiro quando manter a planilha passa a tomar mais tempo do que ela devolve: quando há mais de uma pessoa mexendo nela, quando você digita a mesma informação duas vezes ou quando ela já não responde, na hora, quanto vai entrar e sair nas próximas semanas. Antes disso, uma planilha bem organizada costuma dar conta do recado.

Não existe um número mágico de lançamentos ou de faturamento que obrigue a trocar. O que muda é o custo de manter a planilha certa. Abaixo, uma comparação honesta, os sinais de que chegou a hora e um roteiro para fazer a mudança sem bagunçar o financeiro.

Planilha x sistema financeiro

PlanilhaSistema financeiro
Custo para começarBaixo ou nenhumMensalidade
FlexibilidadeTotal: você monta como quiserSegue a estrutura do sistema
Extrato do bancoCopiado ou digitado à mãoImportado (OFX) ou trazido do banco automaticamente, conforme o banco
VencimentosVocê precisa olharListas de vencidos e a vencer, e avisos, conforme o sistema
Várias pessoasRisco de versões diferentes e de fórmula apagadaCada pessoa com o seu acesso e as suas permissões
Histórico de alteraçõesDifícil saber quem mudou o quêRegistro de quem criou, alterou ou excluiu
Relatórios (fluxo de caixa, DRE)Montados à mãoSaem dos lançamentos que você já fez
Erro de fórmulaSilencioso: o total sai errado e ninguém percebeO cálculo é do sistema

A planilha ganha em custo e em liberdade. O sistema ganha em tudo o que depende de repetição, de mais de uma pessoa e de cruzar informações.

8 sinais de que a planilha ficou pequena

  1. Você digita a mesma coisa duas vezes. A conta a pagar vai na planilha, depois o pagamento vai no extrato, e depois na planilha de novo para dar baixa.
  2. Conferir com o extrato do banco leva horas. No fim do mês, você abre o internet banking numa aba e a planilha na outra e vai linha por linha.
  3. Já pagou juros por esquecer um vencimento. A planilha não avisa: ela só mostra o que você abrir para olhar.
  4. Mais de uma pessoa mexe no arquivo. Aparecem versões "final", "final2", "agora vai". Alguém sobrescreve uma fórmula sem querer.
  5. Você não sabe quem alterou um valor. Um número mudou e ninguém lembra por quê.
  6. Responder "quanto vou ter no caixa no dia 10?" exige montar outra aba. A previsão do caixa vira um projeto à parte, e por isso quase nunca é feita.
  7. O resultado do mês só sai depois de dias. Lucro ou prejuízo aparece quando dá tempo de fechar, não quando você precisa decidir.
  8. A empresa cresceu em contas, clientes ou CNPJs. Mais contas bancárias, mais clientes recorrentes, mais de uma empresa, e o arquivo fica lento e cheio de abas.

Se três ou mais sinais descrevem a sua rotina, o tempo gasto para manter a planilha provavelmente já passou do custo de um sistema.

Quando a planilha ainda resolve

Trocar cedo demais também é desperdício. A planilha costuma bastar quando:

Nesse caso, invista em organização: uma aba de contas a pagar, uma de contas a receber, categorias fixas e a conferência com o extrato toda semana. Veja como fazer em conciliação bancária.

O que observar ao escolher um sistema

Faça um teste com dados reais de um mês antes de decidir. É no uso que aparecem as diferenças.

Como fazer a mudança sem perder dados

  1. Escolha uma data de virada, de preferência o início de um mês. Tudo o que vence a partir dela vai para o sistema.
  2. Arrume a planilha antes. Padronize os nomes de clientes e fornecedores, tire linhas duplicadas e defina as categorias de receitas e despesas.
  3. Cadastre o básico: contas bancárias com o saldo da data de virada, categorias, clientes e fornecedores.
  4. Lance o que está em aberto: contas a pagar e a receber que vencem depois da data de virada, incluindo as recorrentes.
  5. Rode em paralelo por um mês. Mantenha a planilha só para conferir. Se os saldos baterem com o extrato no fim do mês, aposente a planilha.
  6. Guarde a planilha antiga como histórico, em modo somente leitura.

Não tente importar anos de histórico logo de início. Começar pelo que está em aberto já permite usar o sistema no dia a dia. O histórico pode vir depois, se fizer falta.

Da planilha para o WizGestor

Se você decidir pelo WizGestor, a planilha que você já tem serve de ponto de partida:

Veja o passo a passo em Importação, Extrato Bancário e Usuários, e a visão geral em contas a pagar e a receber. Para tirar mais do sistema depois da troca, leia também sobre fluxo de caixa projetado e DRE simplificado.

Perguntas frequentes

Planilha de Excel serve para controlar o financeiro da empresa?

Serve, principalmente no começo, com poucos lançamentos, uma conta bancária e uma pessoa cuidando de tudo. Ela começa a falhar quando o volume cresce, quando várias pessoas usam o mesmo arquivo e quando você precisa de previsão de caixa e relatórios com frequência.

Vou perder o que já está na planilha se trocar de sistema?

Não precisa perder. Muitos sistemas aceitam importar planilhas. O caminho mais seguro é começar pelas contas em aberto, com os saldos da data de virada, e guardar a planilha antiga como histórico.

Quanto tempo leva para trocar a planilha por um sistema?

Depende do volume de dados e de quanto a planilha está organizada. Vale reservar um mês de uso em paralelo, conferindo os saldos com o extrato, antes de abandonar a planilha.

Sistema financeiro substitui o contador?

Não. O sistema organiza o dia a dia: contas, extrato, caixa e resultado gerencial. A contabilidade, os impostos e as obrigações legais continuam com o contador, que recebe informações mais organizadas.

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Por Equipe WizGestor. Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação do seu contador.

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